Intervenções não farmacológicas?

Atualizado: Jun 4

Abordagens não farmacológicas e seus efeitos nos comportamentos de agitação nas pessoas que vivem de


O aumento da longevidade traz consigo também, o aumento do número de pessoas que vivem com demência. O artigo principal que referencio aqui, faz uma revisão sobre o efeito das abordagens não farmacológicas, na redução dos comportamentos de agitação nesta população.


A agitação é um dos sintomas mais observados e estima-se ser encontrado em mais de 70% das pessoas com demência.


Embora este artigo de revisão também aborde os riscos e benefícios de terapêuticas farmacológicas, não sublinharei essas abordagens, apelando para a leitura do artigo na íntegra, para os mais interessados.


O autor evidencia a importância de se abordar a agitação procurando-a mitigar pois esta, não só revela o mau estar da pessoa com demência, como influencia o bem-estar das pessoas que lhes prestam cuidados.


A agitação pode manifestar-se por inquietude, ações físicas e verbais não apropriadas e estão comumente associadas à exaustão dos cuidadores. Adicionalmente, a agitação de uma pessoa com demência numa instituição de cuidados, pode influenciar o comportamento agitado de outros residentes.


Da revisão efetuada, o autor distingue o efeito de uma série de abordagens não farmacológicas, aquelas que devem ser integradas como a 1ª linha de atuação:



Sabe-se que os facilitadores da comunicação com pessoas que vivem com demência não depende unicamente das estratégias de comunicação utilizadas (ex: comunicação centrada na pessoa e suas necessidades), mas também com qualidades pessoais dos profissionais, caraterísticas da liderança/cultura organizacionais e arquitetura do ambiente de cuidados.

Palavras chave: Agitação; Abordagens não farmacológicas; Demência; Institucionalização; Cuidadores profissionais; Comunicação humanizada; Dificuldades de comunicação na demência; Comunicação centrada na pessoa; Cultura de cuidados; Liderança


Ijaopo E. O. (2017) Dementia-related agitation: a review of non-pharmacological interventions and analysis of risks and benefits of pharmacotherapy. Transl Psychiatry 7(10): e1250. DOI:10.1038/tp.2017.199


Stanyon M.R., Griffiths A., Thomas S.A. & Gordon A.L. (2016) The facilitators of communication with people with dementia in a care setting: an interview study with health care workers. Age and Ageing 45: 164-170. DOI: 10.1093/ageing/afv161







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