Aprendizagem 4 – A diferença não está no que escuto, está naquilo que pergunto


As conversas com pessoas mais velhas podem envolver a repetição. Repetem sobre as mesmas pessoas. Repetem sobre as mesmas coisas e eventos. Enfim…são repetitivos. E porque se repetem, quem com eles interage diariamente, cai na trapaça cerebral de acreditar que adivinha tudo sobre aquele indivíduo que se repete repetidamente.


O problema, se é que ele existe, é que caímos nesta ratoeira também com colegas, marido, mulher, amigos…basta termos um convívio aproximado para, associar padrões de comportamento que eles nos deram a conhecer e entrar em dotes divinatórios! Ao fim de pouco tempo de convívio, sabemos tudo o que o outro vai dizer sem que este precise de articular os músculos dos lábios.


Alguns de nós se permitiram ver dois ou três, dos ricos episódios do Big Brother. Tivemos oportunidade de verificar que as interações humanas entre adultos mais jovens são isso mesmo, repetidas, sem grandes invenções pelo meio e de um dia para o outro.


Mas quando convivemos com alguém de maior idade com uma história que já vai longa e repleta de conteúdo, podemos dar-nos ao luxo de inverter esta trapaça! Ao invés de acreditarmos que antevemos tudo porque já tudo ouvimos, podemos colocar perguntas diferentes para obter histórias diferentes e assim, consciencializarmo-nos que também somos repetitivos nas perguntas que colocamos!


Os livros podem falar-nos do poder das perguntas. Mas é na prática da interação com quem tem tanto para contar que validamos este poderio!


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