Aprendizagem 7 – Burro velho aprende línguas


Sabemos pelos livros que com a idade, há tendência para o declínio de algumas funções cognitivas e que em simultâneo, as áreas do cérebro mais envolvidas nessas funções, encolhem em volume.


Sabemos que se torna mais difícil para um adulto mais velho, integrar e agir sobre informação que vem de fontes diversas em simultâneo e que a atividade multitasking, para eles e para nós no futuro, configura-se como mais laboriosa.


É mais difícil alternar entre focar a nossa atenção e redirecioná-la para outro objeto/elemento de forma veloz, sem que pelo caminho não sejamos assaltados pela distração.


O nosso cérebro já mais envelhecido, terá tendência para lidar tanto melhor com situações familiares do que com novas.


Mas, quando interagimos com adultos maiores, também aprendemos que cada pessoa é uma pessoa e esta máxima ganha um valor maior para nós, um valor concreto!


Se aos 2 anos, os bebés têm muito em comum, aos 86, cada um, é mais diferente do que cada qual! Não há grupo mais heterogéneo que o dos idosos, embora por vezes seja confortável imaginá-lo no avesso.


Na minha experiência e ao certo também na vossa, notamos que os adultos mais velhos adoram aprender. Podem, é não querer aprender aquilo que lhes queremos ou nos dá jeito ensinar. Estimam aprender aquilo que realmente querem descobrir, desenvolver ou apenas manter.


Muitos, até relutantes com as novas tecnologias, passaram a adotar o seu uso no decorrer da pandemia.


Para manter o contacto social, uma necessidade humana por excelência, o adulto mais velho capacita-se com motivação.


Ao interagirmos com as pessoas mais velhas de forma continuada, vamos aprendendo que cada uma tem um mundo que responde ao quê, como, quando e para quê, gostam de aprender coisas novas.

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